Escândalos na Subaru e Nissan abalam imagem da indústria automobilística do Japão

Empresas permitiram inspeções de produtos por pessoal não certificadoPresidente da SubaruApós as revelações de que a Subaru e a Nissan permitiram inspeções de produtos por pessoal não certificado, a confiança na indústria automobilística japonesa – que é mundialmente conhecida pela sua alta qualidade – foi profundamente abalada.

Em uma coletiva de imprensa na última sexta-feira (27), o presidente da Subaru, Yasuyuki Yoshinaga, expressou seu constrangimento com as descobertas, afirmando: “Estou profundamente envergonhado de que nossa empresa contribuiu para a recente desconfiança e ansiedade em torno dos produtos fabricados no Japão”.

Com a Subaru e a Nissan sendo duas das principais empresas que representam a indústria automobilística japonesa, uma nuvem escura se espalhou pela indústria.

Normalmente, o Tokyo Motor Show, que acontece até o próximo domingo, é uma oportunidade de ouro para os fabricantes de automóveis japoneses mostrarem seus modelos mais recentes para o mundo. No entanto, as recentes questões em torno de inspeções não certificadas atenuaram o humor deste ano.

Em resposta a um pedido do Ministério da Terra, Infra-estrutura, Transporte e Turismo sobre os problemas de inspeção, outras grandes montadoras japonesas, como Toyota, Honda, Mazda, Mitsubishi, Suzuki e Daihatsu, relataram que não havia “deficiências”. No entanto, as revelações recentes sobre Nissan e Subaru provavelmente prejudicarão a reputação da indústria como um todo.

Sob o sistema atual, os requisitos são um pouco vagos: “As inspeções devem ser realizadas por pessoal previamente designado pelo fabricante e com os conhecimentos e qualificações necessários”. Além disso, o tipo de treinamento dado ao pessoal de inspeção é deixado nas mãos de cada montadora, mas isso provavelmente mudará, com regulamentos mais rígidos que provavelmente serão adotados.

Por outro lado, um dos líderes de uma grande montadora japonesa disse no Tokyo Motor Show: “Cada empresa deve adotar uma abordagem moralista e garantir que os trabalhadores adotem as regras estabelecidas nessa empresa. Eu não acho que exista uma necessidade de tornar os regulamentos excessivamente rigorosos”, tocando nas preocupações de que regras mais duras poderiam levar à competitividade reduzida.
Fonte: Alternativa

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