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Japão: ano fiscal e letivo começam em abril

Posted in Notícias with tags , , , on 30 de março de 2018 by vistoconsular

Em 1.º de abril se inicia o ano fiscal do governo, maioria das empresas e também o letivo, no Japão

calendario

Se o Ano Novo inicia em 1.º de janeiro, o novo ano fiscal do governo, das empresas, novos contratados e o período letivo, começam em abril, no Japão.

Esse calendário tem início lá atrás.

Para o governo a prestação de contas da entrada e saída de dinheiro começa em 1.º de abril e encerra em 31 de março do ano seguinte. Isso é chamado de ano fiscal. O governo e muitas empresas, cerca de 70%, ainda seguem esse calendário, desde 1886, período Meiji. A história conta que desde 1868 até a fixação desse período, foram realizadas várias mudanças de data, mas não se sabe o motivo real.

O Japão era um país agrícola. Os agricultores faziam a colheita do arroz no outono, para trocar o resultado por dinheiro depois. Após a troca por moedas, eles precisavam pagar os impostos. A maioria não conseguia fazer isso até o final do ano. Por isso, conta a história, que o ano fiscal foi mudado para iniciar em abril. Assim, todos os agricultores conseguiam pagar o que deviam para os cofres públicos até março.

arroz

Outra versão é que o país mais avançado economicamente, na época, era a Inglaterra que já praticava o início do ano fiscal em abril. Pode ser que o Japão tenha se inspirado nela.

Em 1962, o então Primeiro-Ministro Kakuei Tanaka tentou mudar para acertar com o calendário gregoriano mas não deu certo.

O fato é que poucos dias antes de primeiro de abril os novos contratados se vestem de ternos ou tailleurs pretos, camisas brancas, para participarem da cerimônia de ingresso na empresa. É o início da carreira profissional para milhares de jovens em todo país.

ano letivo
Ano letivo das escolas
Até o ano 10 do período Meiji as escolas começavam seu ano letivo em datas diferentes. Afinal, as crianças eram as grandes ajudantes do trabalho na lavoura.

Em 1886, por ordem do então Ministério da Educação, determinou que as escolas passassem a realizar a cerimônia de ingresso em abril. A partir daí as escolas mudaram o calendário para unificar a data de início das aulas. Levou tempo para isso ocorrer. Foi só entre 1926 a 1989 que se conseguiu o feito.

Para acompanhar o calendário das escolas de outros países do ocidente, o Japão já cogitou mudar o início do período letivo para setembro.

No entanto, essa cultura já está tão enraizada que o povo não consegue imaginar realizando formaturas em agosto, no auge do verão.

Os países vizinhos como a China e Coreia do Sul iniciam o ano fiscal do país e das empresas no primeiro dia do ano.

Já o ano letivo na China acompanha o da maioria dos países do ocidente, em setembro. Na Coreia do Sul começa em março.
Fonte: Portal Mie com JpnCulture, Koyomi e Nikkei

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Média salarial de mulheres aumenta no Japão, mas homens continuam ganhando bem mais

Posted in Notícias with tags , , on 2 de março de 2018 by vistoconsular

A diferença salarial entre homens e mulheres chega a quase ¥100 mil

media salarial mulheres
O Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-estar Social divulgou um novo levantamento realizado com 49 mil empresas em todo o país. Os dados mostram que a média salarial de mulheres obteve um aumento significativo, mas continua extremamente baixa quando comparado aos rendimentos dos homens.

O levantamento considerou apenas empresas com mais de 10 funcionários e investigou os ganhos de junho do ano passado, sem considerar pagamento de horas extras ou expediente em dia de folga.

A média geral para trabalhadores de tempo integral de ambos os sexos, contratados e efetivos, ficou em ¥304 mil, com aumento de ¥300 em um ano.

A média dos homens ficou em ¥335 mil, também com aumento de ¥300 em um ano.

Já o salário das mulheres foi estimado em ¥246 mil, quase ¥100 mil de diferença se comparado ao que é pago aos homens. O aumento em um ano foi de ¥1.500.

O ganho é o mais alto desde 1976, quando surgiram as estatísticas, e a “proximidade” entre salários de homens e mulheres é a maior até o momento, informou uma reportagem da emissora NHK.

Embora a diferença salarial tenha sofrido uma redução, os ganhos das mulheres ainda correspondem a apenas 73,4% dos salários destinados aos homens.

O levantamento também mostrou que o pagamento por hora para funcionários de meio período aumentou ¥21 em um ano. A média estabelecida foi de ¥1.096 e é a mais alta até o momento.

“As mulheres estão permanecendo por mais tempo nas empresas e conquistando cargos elevados, por isso há uma proximidade dos salários dos homens. Os trabalhadores de meio período estão ganhando mais devido à falta de mão de obra e aumento no salário básico da categoria”, estimou um porta-voz do Ministério.
Fonte: Alternativa

1,2 milhão de empresas no Japão correm o risco de fechar por falta de sucessores

Posted in empresas japonesas, Notícias with tags , , on 12 de outubro de 2017 by vistoconsular

Falta de sucessores pode levar ao fechamento de muitas pequenas e médias empresas que estão há muito tempo no mercadoHagoromo ChalksCerca de 1,27 milhão de pequenas e médias empresas no Japão correm o risco de fechamento devido à falta de sucessores. Já, cerca da metade das empresas que encerram seus negócios o fazem apesar de estarem no positivo.

Visto que mais de 60% dessas empresas serão administradas por gerentes com mais de 70 anos de idade até 2025, a crise só vai se intensificar.

O governo está lutando para prevenir que essas empresas morram em massa. O fechamento de tais empresas não apenas enfraqueceria o pilar da indústria japonesa, mas também resultaria na perda de tecnologia exclusiva.

Sem sucessores
No distrito de Sumida (Tóquio), à sombra do marco Tokyo Skytree, a Okano Kogyo produz agulhas hipodérmicas ultrafinas indolores. A empresa que trabalha com metais, fundada em 1924, é reconhecida internacionalmente por sua tecnologia única, mas o presidente Masayuki Okano, de 84 anos, está pessimista sobre o futuro.

“Estou pensando em fechar a empresa dentro de dois anos,” diz Okano com uma calma sugerindo que ele alcançou um tipo de entendimento sobre a situação. “Não há ninguém para assumir o comando, já´que minhas duas filhas foram para caminhos diferentes”, diz ele.
Okano Kogyo

Há dois anos, o fechamento da Hagoromo Chalks causou angústia em todo o mundo, principalmente aos matemáticos. O produto forte e sem poeira da empresa com 82 anos de história, era considerado o “Rolls Royce” do giz, mas seu presidente, Takaysau Watanabe, optou pelo fechamento porque ele não tinha um sucessor.

Mercado para fusões de pequena escala e aquisições
Cerca de 29.583 das pequenas e médias empresas do Japão fecharam temporariamente ou permanentemente em 2016, de acordo com a Tokyo Shoko Research. Esse número representa um aumento acentuado das cerca de 21 mil em 2007. O encolhimento populacional está cada vez mais levando aos fechamentos.

Para lidar com o problema em uma escala mais ampla, muitos dizem que o Japão deveria ter um mercado para fusões de pequena escala e aquisições para que investidores possam se aproximar com mais facilidade de tais empreendedores. A França, por exemplo, tem uma base de dados nacional de informação sobre empresas que buscam vender.

Tal mercado facilitaria para que investidores asiáticos se envolvessem também. A ajuda do exterior é certamente uma opção se ela ajuda a evitar os fechamentos em massa e manter a saúde da indústria no Japão.
Fonte: Portal Mie com Nikkei

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