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Japão melhora visão econômica, mas mostra cautela com coronavírus

Posted in economia do Japão, Notícias with tags , , on 23 de julho de 2020 by vistoconsular

O governo descreveu a terceira maior economia do mundo como “mostrando sinais de aceleração”

japan flag
O governo do Japão melhorou ligeiramente sua visão econômica pelo segundo mês seguido em julho, embora autoridades admitam que a situação continua grave diante do novo aumento nos casos de coronavírus em muitas partes do mundo.

O governo descreveu a terceira maior economia do mundo como “mostrando sinais de aceleração” da recessão provocada pela Covid-19, destacando um otimismo cauteloso entre autoridades conforme mais países começam a reabrir suas economias.

Analistas dizem que a demanda mundial por carros e outros bens duráveis não deve se recuperar com força dada a ressurgência dos casos de coronavírus nas principais economias.

“A economia japonesa permanece em situação grave devido ao novo coronavírus, mas está mostrando sinais de aceleração recentemente”, disse o governo em seu relatório econômico de julho.

“A tendência de aceleração na economia deve continuar… Entretanto, deve-se prestar atenção ao risco de que infecções no país e no exterior afetem as economias”, completou.

A economia do Japão está à beira de sua pior recessão pós-guerra já que a crise de saúde afeta a atividade de empresas e do consumidor. A economia japonesa deve encolher 5,3% neste ano fiscal, maior contração em décadas, seguida de recuperação de 3,3% no próximo ano, de acordo com pesquisa da Reuters.
Fonte: Alternativa com Reuters

Mercado de trabalho no Japão continua apertado

Posted in Japão, Notícias with tags , , , on 1 de agosto de 2018 by vistoconsular

Na semana passada, Shinzo Abe anunciou planos para aceitar mais trabalhadores do exterior ao criar uma nova categoria de visto

desemprego hotel
A taxa de desemprego no Japão subiu em junho, mas continuou perto do nível mais baixo em um quarto de século enquanto o país enfrenta uma severa escassez de mão de obra, mostraram dados do governo na terça-feira (31).

De acordo com o Ministério de Assuntos Internos e Comunicações, a taxa nacional de desemprego situou-se a 2,4%, alta dos 2,2% do mês anterior, devido a um aumento do número de pessoas que deixou seus trabalhos para encontrar outro melhor.

Do número ajustado sazonalmente de 1,66 milhão de pessoas que estavam desempregadas, 700 mil deixaram seus empregos voluntariamente, enquanto 430 mil foram involuntariamente e 360 mil eram pessoas buscando novos postos de trabalho.

Dados separados do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar mostraram que a disponibilidade de trabalho teve uma nova alta em 44 anos. A proporção de empregos para aqueles em busca de um situou-se a 1.62, alta de 1.60 em maio. O índice significa que 162 vagas estavam disponíveis para cada 100 candidatos.

Na semana passada, o primeiro-ministro Shinzo Abe anunciou planos para aceitar mais trabalhadores do exterior, com início em abril do ano que vem, ao criar uma nova categoria de visto, uma medida que visa fornecer mão de obra a indústrias como hotéis e agricultura.

O Banco do Japão espera que as condições de mercado de trabalho apertado se traduzam em salários maiores e aumentem os gastos do consumidor e a inflação na direção de sua meta de 2%, embora o progresso tenha estado lento nessa frente.

A contar de junho, o Japão tinha 66.32 milhões de trabalhadores em uma base ajustada sazonalmente, 410 mil, ou 0,6% menos em comparação ao mês anterior. A taxa de desemprego para homens foi de 2,6% enquanto aquela para mulheres situou-se a 2,2%.
Fonte: Portal Mie com Mainichi

Japão: ano fiscal e letivo começam em abril

Posted in Notícias with tags , , , on 30 de março de 2018 by vistoconsular

Em 1.º de abril se inicia o ano fiscal do governo, maioria das empresas e também o letivo, no Japão

calendario

Se o Ano Novo inicia em 1.º de janeiro, o novo ano fiscal do governo, das empresas, novos contratados e o período letivo, começam em abril, no Japão.

Esse calendário tem início lá atrás.

Para o governo a prestação de contas da entrada e saída de dinheiro começa em 1.º de abril e encerra em 31 de março do ano seguinte. Isso é chamado de ano fiscal. O governo e muitas empresas, cerca de 70%, ainda seguem esse calendário, desde 1886, período Meiji. A história conta que desde 1868 até a fixação desse período, foram realizadas várias mudanças de data, mas não se sabe o motivo real.

O Japão era um país agrícola. Os agricultores faziam a colheita do arroz no outono, para trocar o resultado por dinheiro depois. Após a troca por moedas, eles precisavam pagar os impostos. A maioria não conseguia fazer isso até o final do ano. Por isso, conta a história, que o ano fiscal foi mudado para iniciar em abril. Assim, todos os agricultores conseguiam pagar o que deviam para os cofres públicos até março.

arroz

Outra versão é que o país mais avançado economicamente, na época, era a Inglaterra que já praticava o início do ano fiscal em abril. Pode ser que o Japão tenha se inspirado nela.

Em 1962, o então Primeiro-Ministro Kakuei Tanaka tentou mudar para acertar com o calendário gregoriano mas não deu certo.

O fato é que poucos dias antes de primeiro de abril os novos contratados se vestem de ternos ou tailleurs pretos, camisas brancas, para participarem da cerimônia de ingresso na empresa. É o início da carreira profissional para milhares de jovens em todo país.

ano letivo
Ano letivo das escolas
Até o ano 10 do período Meiji as escolas começavam seu ano letivo em datas diferentes. Afinal, as crianças eram as grandes ajudantes do trabalho na lavoura.

Em 1886, por ordem do então Ministério da Educação, determinou que as escolas passassem a realizar a cerimônia de ingresso em abril. A partir daí as escolas mudaram o calendário para unificar a data de início das aulas. Levou tempo para isso ocorrer. Foi só entre 1926 a 1989 que se conseguiu o feito.

Para acompanhar o calendário das escolas de outros países do ocidente, o Japão já cogitou mudar o início do período letivo para setembro.

No entanto, essa cultura já está tão enraizada que o povo não consegue imaginar realizando formaturas em agosto, no auge do verão.

Os países vizinhos como a China e Coreia do Sul iniciam o ano fiscal do país e das empresas no primeiro dia do ano.

Já o ano letivo na China acompanha o da maioria dos países do ocidente, em setembro. Na Coreia do Sul começa em março.
Fonte: Portal Mie com JpnCulture, Koyomi e Nikkei

Governo do Japão melhora avaliação econômica com estabilização na indústria

Posted in economia do Japão, Produção industrial do Japão with tags on 27 de fevereiro de 2013 by vistoconsular

Governo do Japão melhora avaliação econômica com estabilização na indústriaO governo do Japão melhorou sua avaliação da economia em fevereiro pelo segundo mês consecutivo, dizendo que a produção industrial começava a sair de seu ponto mais baixo e que a confiança corporativa está melhorando devido à queda do iene e ao aumento dos preços das ações.

O governo elevou sua avaliação da produção industrial, da confiança corporativa, dos lucros das empresas e dos gastos dos consumidores, ao passo que a economia mostra sinais de sair de uma pequena recessão que começou no início do ano passado.

O governo reiterou que espera que o Banco do Japão, banco central do país, tome medidas ousadas para atender à meta de inflação de 2 por cento, como parte de um esforço para sair de uma deflação persistente e para reanimar a economia.

"A economia está saindo de seu ponto mais baixo, mas algumas áreas fracas permanecem", afirmou o Escritório do Gabinete em seu relatório econômico mensal divulgado nesta quarta-feira.

"Alguma fraqueza deve continuar por enquanto, mas esperamos que a economia se recupere à medida que o sentimento melhora devido à melhoria das exportações, ao estímulo econômico e ao impacto da política monetária."

Isso marca uma melhora em relação à avaliação do mês passado, quando o governo disse que algumas áreas da economia estavam mostrando sinais de estarem saindo de seu menor nível.

A última vez que o governo melhorou sua avaliação econômica em dois meses consecutivos foi em janeiro e fevereiro de 2011, um mês antes do terremoto que destruiu grande parte da costa nordeste do país e provocou um desastre nuclear.
Fonte: O Estado de São Paulo com Reuters, Stanley White

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