Arquivo para idioma japonês

Nova forma de atender os estrangeiros com intérpretes simultâneos nas subprefeituras de Nagoia

Posted in Aichi, Notícias with tags , on 21 de novembro de 2016 by vistoconsular

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A inovação tecnológica promete reduzir a barreira do idioma estrangeiro nos balcões de atendimento das subprefeituras da cidade de Nagoia (Aichi).

Sete subprefeituras da terceira capital japonesa terão atendimento aos estrangeiros que não sabem o idioma japonês, usando o recurso da videoconferência para a compreensão de ambos os lados, a partir de 18 deste mês. São as subprefeituras de Chikusa, Kita, Naka, Mizuho, Atsuta, Nakagawa (Tomida) e Minato, que iniciarão em fase experimental até 31 de janeiro do ano que vem. Além dessas subprefeituras, 2 unidades estarão disponíveis no Centro Internacional de Nagoia.

O suporte com os intérpretes em tradução simultânea em 6 idiomas, incluindo o português, será feito pelo Centro Internacional de Nagoia. Segundo a matéria do jornal Chunichi “esperamos poder oferecer os mesmos serviços administrativos de forma melhor”, declarou um funcionário da prefeitura.

De acordo com a Divisão de Relações Internacionais da Prefeitura de Nagoia, vivem na cidade 71.446 estrangeiros, o que significam 3,1% da população local.

Atendimento por idioma:
De 3ª a 6ª feira: 9 às 19h00 – inglês
De 3ª a 6ª feira: 10 ao meio-dia e 13 às 17h00 – português e espanhol
3ª feira: 13 às 17h00 – chinês
5ª feira: 13 às 17h00 – coreano e tagalog
Domingos: 4/dez e 8/jan, das 10 ao meio-dia – português, espanhol e chinês
Fonte e foto: IPC Digital com Chunichi Shimbun

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JICE abre cursos de capacitação para promover emprego estável no Japão

Posted in Curso no Japão, JICE – Centro de Cooperação Internacional do Japão, Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar Social do Japão with tags , , on 13 de maio de 2015 by vistoconsular

Na edição 2015, os cursos beneficiam todas as nacionalidades, dependendo da categoria do visto

Cursos de capacitação no JapãoCom 36 alunos de variadas idades e nacionalidades, entre as quais brasileira, peruana, indonésia, filipina, chinesa, canadense e bengalesa (Bangladesh), foi realizada a cerimônia de abertura da edição 2015 do Curso de Capacitação para Promover o Emprego Estável para Residentes Estrangeiros.

O evento aconteceu no Shimin Kyoudou Center, em Hamamatsu (Shizuoka), na terça-feira, com as presenças do cônsul do Brasil em Hamamatsu, José Antonio Gomes Piras, do cônsul do Peru em Tóquio, Jorge Jallo Sandoval e demais autoridades.

O curso gratuito de idioma japonês, leitura e escrita, é uma iniciativa do Ministério do Trabalho, Saúde e Bem-estar Social do Japão, com realização da JICE – Centro de Cooperação Internacional do Japão. É dividido em três níveis: Básico (curso preparatório para emprego estável); Especialização (preparatório para capacitação profissional) e Kaigo (especializado na área específica de cuidados especiais).

Conforme explicou Natsuko Horii, Gerente da Divisão de Medidas Trabalhistas a Estrangeiros, do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem Estar Social, até este ano o governo vinha realizando cursos de recolocação profissional aos descendentes de japoneses, com o objetivo de desenvolver a capacidade de comunicação necessária para trabalhar no Japão, sendo o público-alvo os sul-americanos.

A partir de 2015 houve uma ampliação do público-alvo, abrangendo todos os estrangeiros portadores dos vistos Residentes de Longa Permanência, Residente Permanente, Cônjuge ou Filho de Japonês.

Com a recuperação da economia, houve uma melhora no setor empregatício, porém, há uma incompatibilidade entre a vaga e o perfil do candidato. As empresas exigem alta capacidade do idioma japonês em relação ao trabalhador estrangeiro. "Caso o candidato não domine um certo nível do idioma japonês, mesmo com ofertas de trabalho, será difícil conseguir uma colocação", afirma Horii.


Segundo idioma
O cônsul do Brasil em Hamamatsu, José Antonio Gomes Piras, ressalta sobre a necessidade do trabalhador estrangeiro ser adaptado com o idioma, comportamento e a cultura do Japão, para obter uma melhor colocação de trabalho.

“Atualmente, não temos problemas mais sérios de desemprego, porém, as necessidades são maiores quanto à capacitação e os brasileiros estão aproveitando muito esta oportunidade”, afirma o Cônsul. "É fundamental conhecer o idioma japonês para se integrar no Japão, porém, é necessário também manter seu relacionamento com o Brasil, saber bem o idioma português e ao mesmo tempo dominar mais um idioma internacional".

A brasileira Sueli Pessoa está cursando o Nível 2, com objetivo de formar-se em kaigo, (ajudante de pessoas com necessidades especiais). Ela foi a estrangeira escolhida para fazer o discurso de abertura em nome dos estudantes.

“Quando cheguei no Japão, não sabia falar nada, nenhuma frase e para mim foi um grande avanço fazer o discurso em nome dos meus colegas de classe”, disse Pessoa. "Independente da idade e dos seus problemas, devemos nos esforçar pois a oportunidade é para todos, basta querer e ter determinação. Agradeço ao governo do Japão por esta oportunidade de voltar a estudar".

Este curso é realizado desde 2009, portanto está em sua sétima edição. Foram mais de 24 mil alunos participantes em todos esses anos. Para a edição 2015 serão realizados cursos em 15 províncias do Japão. Veja a relação completa dos locais aqui.
Fonte: Alternativa

Em Tóquio, prefeitos de 29 cidades discutem políticas para atender a população estrangeira

Posted in Brasileiros no Japão with tags on 15 de novembro de 2012 by vistoconsular

Japão Tokyo
Falta de domínio do idioma japonês está na raiz de quase todos os problemas que envolvem os brasileiros

A falta de domínio do idioma japonês está na raiz de quase todos os problemas que envolvem os brasileiros. Pesquisa feita com 1.010 formandos do chuugakkoo de 29 cidades, mostra que até mesmo quem frequenta escolas japonesas sofre com isso. 80% foram para o kookoo. O restante desistiu de frequentar o colegial japonês. Alguns, por dificuldades para acompanhar as aulas. Outra pesquisa, desta vez com 911 pessoas, revela o perfil dos brasileiros.

A maioria vive há mais de 10 anos no Japão. Admite que é importante saber o japonês, mas ainda depende de um intérprete para resolver assuntos do dia a dia. Esses números foram apresentados na reunião anual das 29 cidades com grande concentração estrangeira. A população brasileira ocupa o primeiro lugar em quase toda a lista. Só perde para os chineses em Ueda e Iida, na província de Nagano. ¨A população estrangeira diminuiu 40%, principalmente a brasileira¨, diz o prefeito de Ueda, Souchi Motai.

Esse encolhimento tem relação direta com o mercado de trabalho. Em Minokamo, Gifu, a situação é mais preocupante. O fechamento da fábrica da Sony vai deixar pelo menos 800 brasileiros desempregados até março do ano que vem. A maioria mora em Minokamo. O prefeito Naoyoshi Watanabe disse que pretende adotar medidas para ajudar os trabalhadores. Vai trocar informações com as administrações locais, além de entrar em contato com o comitê formado pela província de Gifu para cuidar do caso.

O próximo encontro dos prefeitos, daqui a um ano, pode revelar um novo perfil de Minokamo. O que nunca muda são os temas chaves da política para estrangeiros. O nível de conhecimento do idioma avançou pouco em uma década. E isso só aumenta a dor de cabeça dos prefeitos diante da possibilidade de um grande terremoto ocorrer nos próximos anos.

¨Japoneses, estrangeiros, todos precisamos estar preparados para ir a uma mesma direção¨, diz o prefeito Masayoshi Shimizu, de Ota, Gunma. ¨E uma das barreiras é como chegar até os estrangeiros para passar as informações¨, acrescenta Saburo Matsui, prefeito de Kakegawa, shizuoka.

A cidade tem pouco mais de 2 mil brasileiros e fica a menos de 30 km da usina nuclear de Hamaoka. “Estamos tentando fazer com que os estrangeiros participem mais dos treinamentos contra desastres da cidade. Se houver a colaboração, aparecer líderes na comunidade voltados para isso, seria muito mais fácil para a cidade passar informações para a comunidade”, comenta o tradutor Alex Aikawa.

Os prefeitos compartilham problemas e soluções. Soja, em Okayama, é a caçula do grupo. Tem poucos estrangeiros, menos de 800 e quase 400 brasileiros, e muito orgulho dessa população. ¨A política para estrangeiros é coisa de coração. Precisamos criar laços profundos com eles”, afirma o prefeito de Soja, Souchi Kataoka.

E como foi dito na reunião, a falta de compromisso com o Japão é o que faz o estrangeiro ser apenas um estrangeiro no país.
Fonte: IPC Digital